Outono

         O Outono chegou e, com ele, a azáfama das vindimas com a esperança de fazer um bom vinho. Também os castanheiros abrem os seus ouriços e com todo o carinho deixam fugir as suas saborosas castanhas.

         É na sombra do Outono que vêm os primeiros ventos, as primeiras chuvas e, nas terras altas, os primeiros nevões.

 Também chegam as primeiras tempestades como se fossem as fadas das trevas a sair para ver as nuvens. Fazem malabarismos e voando em zigue-zagues brilham, brilham… Olhamos para o céu e só vemos raios de luz e depois “BUM”… um barulho enorme. São elas que caem no chão, cansadas de tanta brincadeira. Anunciam-nos, então, as primeiras trovoadas.

         Com os ventos travessos as folhas caem no chão e fazem um lindo arco-íris de quase todas as cores e, aí, apercebemo-nos das cores da alma do Outono: verde esperançoso, vermelho de vida, amarelo pacífico, laranja brincalhão…

         Sim, o Outono é brincalhão. Um dia lá ia o Sr. Alberto a passear quando o vento lhe arrancou o chapéu da cabeça. Corria o Sr. Alberto de tal maneira que acabou por cair numa poça de água deixada pela chuva. Ficou todo ensopado: sapatos, meias, casaco, camisolas …  nada escapou.         

         Os dias ficam pequenos e as famílias reúnem-se junto da lareira como se de reuniões familiares se tratasse, assim, vivem intensamente a amizade, a partilha e o carinho entre todos.

         O Outono para mim é, acima de tudo, uma estação que nos marca pelo clima e pelos momentos, que passamos com a família.

 Sexta – feira, dia 26 de Novembro de 2010

Beatriz Correia Rodriguez

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